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Carência de vitaminas: sintomas comuns, causas e como corrigir

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O impacto silencioso da carência de vitaminas

Muitas pessoas convivem com a sensação de que algo não vai bem: cansaço constante, irritabilidade, mente confusa ou sintomas físicos que não refletem seu estado normal de saúde. É frustrante quando os exames de rotina aparecem “normais”, mas você ainda não se sente como de costume. Esse desencontro muitas vezes leva a culpar o estresse, a idade ou os hormônios quando, na verdade, uma das causas mais ignoradas pode ser a carência de vitaminas.

A carência de vitaminas acontece quando o corpo não tem quantidade suficiente de um nutriente específico para funcionar corretamente. Isso pode ocorrer de duas formas. A carência primária surge quando a ingestão pela alimentação não é suficiente. Já a carência secundária acontece quando a ingestão é adequada, mas o organismo não consegue absorver ou utilizar a vitamina de forma eficiente. Essa diferença é importante, já que muitas pessoas acreditam que a alimentação está “ok”, sem perceber que problemas de absorção, uso de medicamentos ou questões intestinais podem reduzir silenciosamente os níveis de nutrientes.

As vitaminas desempenham papéis essenciais na produção de energia, na comunicação entre os nervos, no funcionamento do sistema imunológico, no equilíbrio hormonal e na reparação celular. Quando os níveis começam a cair, mesmo que pouco, o corpo tenta compensar, muitas vezes gerando sintomas sutis e fáceis de ignorar. Com o tempo, essa carência pode evoluir para problemas mais sérios, afetando o humor, o metabolismo, a função neurológica e a saúde a longo prazo.

Sinais de carência de vitaminas

Os sintomas da carência de vitaminas variam de acordo com o nutriente, mas muitas vezes se sobrepõem. Por isso, podem ser facilmente confundidos com problemas na tireoide, ansiedade, depressão ou fadiga crônica.

Os sinais mais comuns incluem:

  • Cansaço persistente que não melhora com o descanso
  • Dificuldade de concentração, lapsos de memória ou sensação de mente confusa
  • Ansiedade, irritabilidade ou desânimo
  • Queda de cabelo ou unhas frágeis
  • Dormência ou formigamento nas mãos ou nos pés
  • Cãibras, espasmos ou fraqueza muscular
  • Infecções frequentes ou cicatrização lenta
  • Pele pálida ou com tom amarelado
  • Falta de equilíbrio ou coordenação
  • Falta de ar ou tontura

Esses sintomas podem surgir aos poucos, o que faz com que sejam ignorados até começarem a impactar o dia a dia.

As carências de vitaminas mais comuns

Embora qualquer nutriente possa estar em falta, pesquisas mostram que quatro são os mais comuns:

  • Vitamina D
  • Ferro
  • Magnésio
  • Vitamina B12

Esses nutrientes são essenciais para a produção de energia, o funcionamento do sistema nervoso, a saúde imunológica e o equilíbrio metabólico. Por isso, a carência deles costuma causar sintomas perceptíveis. Além disso, podem ser facilmente reduzidos pela alimentação moderna, problemas digestivos e o uso de medicamentos comuns, o que os torna ainda mais críticos nos dias de hoje.

Carência de vitamina D: desânimo + fraqueza muscular

A falta de vitamina D é bastante comum, já que poucos alimentos a contêm naturalmente e muitas pessoas não recebem exposição solar suficiente para produzir níveis adequados. Fatores como passar muito tempo em ambientes fechados, uso de protetor solar, pele mais escura e viver em regiões com menos sol reduzem a síntese de vitamina D. Níveis baixos estão associados a cansaço, desânimo, infecções frequentes, fraqueza muscular e desconforto ósseo. Como a vitamina D atua de forma semelhante a um hormônio, sua carência pode impactar a imunidade, a inflamação e o metabolismo.

Carência de ferro: cansaço + queda de cabelo

A carência de ferro é uma das mais comuns no mundo. O ferro é essencial para a produção de hemoglobina, responsável por transportar oxigênio no sangue. Quando os níveis estão baixos, há menor oxigenação do corpo, o que pode causar cansaço, tontura, falta de ar, dores de cabeça e queda de cabelo. Mulheres em idade reprodutiva e pessoas com problemas digestivos estão entre os grupos mais vulneráveis. Mesmo níveis levemente baixos já podem afetar a energia e o desempenho cognitivo.

Carência de magnésio: cãibras + sono de má qualidade

A falta de magnésio costuma passar despercebida, já que nem sempre é avaliada em exames de rotina, apesar de participar de mais de 300 reações no organismo. Esse mineral é essencial para o relaxamento muscular, a comunicação entre os nervos, o controle do açúcar no sangue e a resposta ao estresse. A alimentação moderna, muitas vezes baseada em alimentos processados e com menor qualidade do solo, tende a oferecer menos magnésio. Além disso, estresse, cafeína, álcool e alguns medicamentos podem reduzir ainda mais seus níveis. Entre os sintomas mais comuns estão cãibras, espasmos, ansiedade, dificuldade para dormir e dores de cabeça.

Essas carências costumam ocorrer ao mesmo tempo, especialmente em pessoas com problemas digestivos ou dietas restritivas. A baixa acidez estomacal pode prejudicar a absorção de B12 e ferro, enquanto o estresse crônico pode reduzir o magnésio e agravar o cansaço associado à baixa vitamina D. Quando várias carências se sobrepõem, os sintomas tendem a ser mais intensos e difíceis de associar a uma única causa, por isso uma avaliação mais completa costuma ser mais eficaz do que analisar um nutriente isoladamente.

Carência de vitamina B12: dormência, formigamento + mente confusa

A carência de vitamina B12 é uma das mais comuns e também uma das mais negligenciadas. Afeta milhões de pessoas, especialmente idosos, veganos, vegetarianos e quem tem problemas digestivos.

Por que o B12 é importante

A vitamina B12 desempenha um papel essencial na saúde do sistema nervoso, na formação de glóbulos vermelhos, na síntese de DNA e na função cognitiva. Quando os níveis estão baixos, o sistema nervoso pode ser afetado. Por isso, sintomas neurológicos como dormência, formigamento, sensação de queimação ou dificuldade de equilíbrio são sinais típicos dessa carência.

Sintomas da carência de B12

A falta de B12 pode causar:

  • Dormência ou formigamento nas mãos e nos pés
  • Sensação de queimação nas pernas ou nos pés
  • Mente confusa, lapsos de memória ou dificuldade de concentração
  • Cansaço e fraqueza
  • Depressão, irritabilidade ou oscilações de humor
  • Falta de equilíbrio ou quedas frequentes
  • Falta de ar ou palpitações
  • Língua lisa, sensível ou inchada

A vitamina B12 é essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso. Níveis abaixo do ideal podem impactar o bem-estar no dia a dia, por isso manter a ingestão adequada é fundamental para a saúde neurológica.

Quem tem maior risco?

Você pode ter mais chances de desenvolver carência de B12 se:

  • Tem mais de 50 anos
  • Usa medicamentos que reduzem a acidez do estômago
  • Faz uso de metformina
  • Segue uma dieta vegana ou vegetariana
  • Já passou por cirurgia bariátrica
  • Tem doenças autoimunes
  • Apresenta problemas digestivos crônicos

Por que a carência de B12 muitas vezes passa despercebida

Os exames de sangue mais comuns medem a B12 total, que pode parecer normal mesmo quando o organismo já apresenta sinais de carência funcional. Existem marcadores mais sensíveis, como o ácido metilmalônico (MMA), a homocisteína e a holotranscobalamina (B12 ativa). Esses exames ajudam a identificar a carência mais cedo, antes que sintomas neurológicos se tornem permanentes.

Como identificar a carência de vitaminas

Se houver suspeita, um(a) profissional de saúde pode solicitar exames de sangue simples. Os mais comuns incluem:

  • Vitamina D (25‐OH)
  • Vitamina B12
  • Folato
  • Painel de ferro (ferritina, ferro, TIBC, saturação de transferrina)
  • Magnésio (o magnésio eritrocitário é mais preciso do que o soro)
  • Homocisteína
  • Ácido metilmalônico (para B12)

A realização de exames é especialmente importante em casos de cansaço persistente, sintomas neurológicos ou problemas digestivos.

O que causa a carência de vitaminas?

A carência de vitaminas é mais comum do que parece. Ela se desenvolve gradualmente e muitas vezes passa despercebida até que os sintomas comecem a afetar o dia a dia. Diversos fatores contribuem para a queda nos níveis de nutrientes, e entender essas causas pode ajudar você a identificar seus próprios riscos.

A alimentação moderna

Hoje, o ambiente alimentar é dominado por produtos práticos, rápidos, acessíveis e desenvolvidos mais para agradar ao paladar do que para nutrir. Alimentos ultraprocessados perdem grande parte de suas vitaminas e minerais naturais, oferecendo calorias sem um aporte significativo de micronutrientes. Mesmo opções que parecem saudáveis, como pães e cereais industrializados, muitas vezes dependem de fortificação sintética em vez de nutrientes naturalmente presentes.

Já alimentos in natura, como frutas, vegetais, nozes, sementes, leguminosas e proteínas de qualidade, oferecem um perfil nutricional mais completo e equilibrado, que atua de forma integrada no organismo. Quando esses alimentos são substituídos por versões processadas, pequenas carências começam a surgir. Com o tempo, isso pode levar à redução de nutrientes como vitamina D, B12, folato, magnésio e ferro, essenciais para a energia, o humor e o equilíbrio metabólico.

Problemas de má absorção

Mesmo com uma alimentação rica em nutrientes, o organismo pode ter dificuldade para absorver vitaminas de forma eficiente. O sistema digestivo é responsável por quebrar os alimentos e extrair seus nutrientes e, quando não funciona bem, as carências podem surgir rapidamente. Algumas condições gastrointestinais e desequilíbrios digestivos do dia a dia podem interferir nesse processo. Isso pode afetar a saúde da mucosa intestinal ou reduzir a produção de enzimas digestivas, dificultando a absorção adequada das vitaminas.

A idade também influencia. Com o passar do tempo, a produção de ácido estomacal tende a diminuir, o que reduz a eficiência na absorção de nutrientes como B12, ferro, cálcio e magnésio. Por isso, pessoas mais velhas apresentam um risco maior de desenvolver carências, mesmo mantendo uma alimentação equilibrada.

Idade e fase da vida

Diferentes fases da vida exigem diferentes níveis de nutrientes. Durante a gestação, por exemplo, há uma maior necessidade de folato, ferro, B12 e colina para apoiar o desenvolvimento do bebê. Sem suplementação adequada, as carências podem surgir rapidamente e afetar tanto a pessoa gestante quanto o bebê.

Já em pessoas mais velhas, o cenário é outro: redução do apetite, menor produção de ácido estomacal e mudanças na digestão podem comprometer tanto a ingestão quanto a absorção de nutrientes. Além disso, doenças crônicas e o uso de medicamentos se tornam mais comuns com a idade, aumentando ainda mais o risco de carências.

Pessoas que treinam regularmente precisam de um aporte maior de nutrientes. Treinos intensos podem reduzir mais rapidamente os níveis de vitaminas do complexo B, magnésio e antioxidantes, aumentando o risco de carência quando a ingestão não acompanha esse gasto.

Redução de nutrientes causada por medicamentos

Muitos medicamentos de uso comum podem interferir na absorção ou no metabolismo de nutrientes. Medicamentos que reduzem a acidez do estômago, como inibidores da bomba de prótons (IBPs) e bloqueadores H2, diminuem a produção de ácido gástrico, essencial para a absorção de B12, ferro e magnésio. A metformina, amplamente utilizada no tratamento do diabetes, está associada à redução dos níveis de B12. Já os anticoncepcionais orais podem diminuir os níveis de B6, B12, folato e magnésio. O uso prolongado de antibióticos também pode afetar a microbiota intestinal, responsável pela produção de vitamina K e algumas vitaminas do complexo B.

Essas carências relacionadas ao uso de medicamentos muitas vezes passam despercebidas, já que sintomas como cansaço, alterações de humor, formigamento ou cãibras podem ser atribuídos ao estresse ou ao envelhecimento, e não à falta de nutrientes.

Perguntas frequentes

Quais são as carências de vitaminas mais comuns?

As carências mais comuns incluem vitamina D, vitamina B12, ferro e magnésio. Esses nutrientes são essenciais para a energia, imunidade e o funcionamento do sistema nervoso.

Como identificar a carência de vitaminas?

Um profissional de saúde pode solicitar exames de sangue para avaliar os níveis de vitamina D, B12, folato, ferro, magnésio, entre outros. Exames adicionais, como homocisteína ou ácido metilmalônico (MMA), também podem ser usados para avaliar os níveis de B12.

A carência de vitaminas pode causar ganho de peso?

Indiretamente, sim. A carência de vitamina D ou B12 pode causar cansaço, reduzir os níveis de atividade e afetar o metabolismo, fatores que podem contribuir para o ganho de peso ao longo do tempo.

Referências:

  1. Cleveland Clinic. Vitamin deficiency: types, symptoms, diagnosis. Cleveland Clinic. Updated 2025. https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/vitamin-deficiency
  2. Mayo Clinic. Vitamin deficiency anemia: symptoms & causes. Mayo Clinic. Updated 2025. https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/vitamin-deficiency-anemia/symptoms-causes/syc-20355025
  3. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin D fact sheet. NIH ODS. Updated 2024. https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminD-Consumer/
  4. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Vitamin B12 fact sheet. NIH ODS. Updated 2024. https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminB12-Consumer/
  5. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Iron fact sheet. NIH ODS. Updated 2023. https://ods.od.nih.gov/factsheets/Iron-Consumer/
  6. National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. Magnesium fact sheet. NIH ODS. Updated 2023. https://ods.od.nih.gov/factsheets/Magnesium-Consumer/

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